Ministro do Esporte da Itália pede renúncia do presidente da federação
O ministro do Esporte da Itália, Andrea Abodi, pediu a renúncia de Gabriele Gravina, presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), nesta quarta-feira (1º), um dia após a 'Nazionale' ter ficado de fora da Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva.
"É evidente para todos que o futebol italiano precisa ser reconstruído", escreveu ele em um comunicado divulgado um dia após a traumática derrota da seleção italiana nos pênaltis (4 a 1, após um empate em 1 a 1 nos 120 minutos) contra a Bósnia e Herzegovina na final de uma das repescagens europeias.
Segundo o ministro, "esse processo deve envolver uma renovação na cúpula da FIGC", que é presidida por Gravina desde 2018.
Após o término da partida contra a Bósnia em Zenica, e se antecipando aos pedidos de sua renúncia, Gravina convocou uma reunião do Conselho Federal para a próxima semana para "fazer um balanço da situação".
O dirigente esportivo também reconheceu que o futebol italiano atravessa "uma crise profunda, uma crise geral que exige uma reflexão abrangente, envolvendo não apenas a Federação, mas também o mundo da política italiana".
O chefe do 'calcio' criticou, em diversas ocasiões, a interferência do governo italiano, algo que não agradou ao Ministro do Esporte.
"Ao longo dos anos, o governo demonstrou de maneira concreta seu compromisso com todo o movimento esportivo italiano. Considero objetivamente impróprio tentar se eximir das próprias responsabilidades em relação ao terceiro fracasso consecutivo em se classificar para a Copa do Mundo, acusando as instituições de uma suposta falha", respondeu Abodi.
K.King--PI