Suécia, Japão e Tunísia querem surpreender holandeses no Grupo F da Copa do Mundo
Três vezes vice-campeã, a seleção holandesa é a favorita no Grupo F da Copa do Mundo de 2026, no qual Japão, Suécia e Tunísia querem derrubar os prognósticos.
Os japoneses já surpreenderam na edição de 2022, quando eliminaram a Alemanha na fase de grupos. Suecos e tunisianos contam com seleções que podem colocar qualquer adversário em dificuldade, inclusive a equipe de Roland Koeman, que já não tem tantas estrelas como no passado.
PAÍSES BAIXOS
. Participações: 11. Melhor resultado: vice-campeão (1974, 1978 e 2010) Ranking da Fifa: 7°.
. Técnico: Ronald Koeman
Lenda do futebol holandês e herdeiro do legado do 'Futebol Total' de Rinus Michels e Johan Cruyff, Koeman chegou em janeiro de 2023 para uma segunda passagem no comando da 'Oranje', embora não conte com mesmo o leque de talentos disponível para seus antecessores.
Sem ter o mesmo sucesso dos tempos de jogador, quando foi campeão europeu por PSV Eindhoven e Barcelona, e da Eurocopa pela seleção, o ex-zagueiro sonha em levantar um troféu como treinador representando seu país.
. Destaque: Virgil van Dijk
Em uma seleção que contou com alguns dos maiores atacantes da história, a atual estrela holandesa é o zagueiro Virgil van Dijk.
O experiente jogador do Liverpool, de 34 anos, já conquistou tudo em nível de clubes, mas ainda busca seu primeiro título com uma seleção que conta com outros veteranos: Frenkie De Jong, Nathan Aké e Memphis Depay.
JAPÃO
. Participações: 7. Melhor resultado: oitavas de final (2002, 2010, 2018 e 2022). Ranking da Fifa: 18°.
. Técnico: Hajime Moriyasu
Moriyasu, que assumiu o cargo após a Copa do Mundo de 2018, levou a seleção japonesa a um desempenho de destaque na edição de 2018, classificando para as oitavas de fina como líder de um grupo que tinha Alemanha, Espanha e Costa Rica.
No entanto, os 'Samurais Azuis' nunca chegaram às quartas. Para essa missão, contam com um elenco no qual a maioria dos jogadores atua nas principais ligas da Europa.
. Destaque: Takefusa Kubo
Com a ausência do lesionado Kaoru Mitoma, é o momento para Kubo deixar de ser a eterna promessa e se tornar o jogador que muitos previram que ele seria quando passou pelas categorias de base do Barcelona.
O atual jogador da Real Sociedad, de 24 anos, tem como principais características a velocidade e o bom domínio de bola e pode ser o "maestro" do Japão na Copa.
SUÉCIA
. Participações: 12. Melhor resultado: vice-campeão (1958). Ranking da Fifa: 38°.
. Técnico: Graham Potter (Inglaterra)
Ex-Chelsea, Potter iniciou sua carreira de treinador justamente na Suécia, no modesto clube Östersund, time que levou da quarta à primeira divisão e com o qual foi campeão da copa nacional em 2017.
Após sua passagem pela Premier League, retornou à Suécia em outubro de 2025 para substituir Jon Dahl Tomasson, num momento em que a classificação para a Copa do Mundo parecia um sonho distante, mas alcançou o objetivo na repescagem e agora espera chegar, ao menos, à fase eliminatória.
. Destaque: Viktor Gyökeres
O atacante do Arsenal foi decisivo na classificação sueca para o Mundial, ao marcar duas vezes na vitória sobre a Ucrânia (3 a 1) na semifinal da repescagem europeia e com o gol que garantiu a vaga da Suécia na final contra a Polônia (3 a 2), aos 43 minutos do segundo tempo.
Gyökeres, contratado pelos 'Gunners' no ano passado junto Sporting de Lisboa, teve dificuldades quando chegou a Londres, mas provou ser um artilheiro eficiente, ajudando a equipe a conquistar o Campeonato Inglês pela primeira vez desde 2004 e a chegar à final da Liga dos Campeões.
TUNÍSIA
. Participações: 6. Melhor resultado: fase de grupos. Ranking da Fifa: 44°.
. Técnico: Sabri Lamouchi (França)
Após a campanha decepcionante da Tunísia na Copa Africana de Nações, no início deste ano (eliminada nas oitavas de final pelo Mali, com apenas uma vitória em quatro jogos), Lamouchi foi contratado para comandar as 'Águias de Cartago' na Copa do Mundo.
O ex-meio-campista da seleção francesa, que comandou a Costa do Marfim no Mundial de 2014, no Brasil, terá a difícil missão de levar a seleção norte-africana além da fase de grupos pela primeira vez.
. Destaque: Rani Khedira
Irmão mais novo do meio-campista Sami Khedira, campeão mundial pela Alemanha em 2014, Rani decidiu defender o país onde seu pai nasceu, apesar de ter atuado nas categorias de base da 'Mannschaft'.
Volante como seu irmão, Rani Khedira foi crucial na permanência do Union Berlin na primeira divisão do Campeonato Alemão, com cinco gols e duas assistências em 32 jogos.
P.Mitchell--PI