Philadelphia Independent - Irã diz enfrentar guerra total contra EUA

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Irã diz enfrentar guerra total contra EUA

Irã diz enfrentar guerra total contra EUA

O Irã afirmou, nesta segunda-feira (20), que enfrenta uma "guerra em grande escala" contra os Estados Unidos, que ampliaram os bombardeios para o centro e o leste da república islâmica.

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O conflito se estendeu pelo Oriente Médio e, além dos ataques iranianos contra países do Golfo e o bloqueio do Estreito de Ormuz, os rebeldes houthis do Iêmen anunciaram um cerco aos portos sauditas.

"A realidade é que hoje a República Islâmica do Irã está mergulhada em uma guerra em grande escala", disse o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, após a nona noite consecutiva de bombardeios americanos.

Esta onda de ataques deixou um morto e vários feridos em Tabriz, no noroeste, a mais de 1.000 km do Golfo, segundo as autoridades locais.

O alcance dos bombardeios americanos se estende para o centro e o leste do Irã, muito além das regiões do sul, onde inicialmente se concentraram os ataques após a retomada das hostilidades, em 7 de julho.

Os Estados Unidos dizem ter como alvo instalações militares, mas o Irã acusa os americanos de lançarem ataques em áreas povoadas, em particular em Bushehr, onde fica a única usina nuclear em funcionamento do país.

A usina de Darkhovin, ainda em construção, também foi alvo de ataques, segundo Teerã.

O presidente americano, Donald Trump, advertiu que o Irã pagará "muitas vezes mais" por cada soldado americano que matar, depois que três militares do país morreram nos últimos dias, dois em ataques contra uma base na Jordânia na sexta-feira, e outro durante a destruição de munições sem explodir procedentes de um drone no norte do Iraque no domingo.

Ao todo, 17 militares americanos morreram desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.

Do lado iraniano, o último balanço oficial, divulgado na sexta-feira, registrou 50 mortos e mais de 500 feridos desde a retomada dos combates, no começo de julho.

Um protocolo de acordo firmado entre o Irã e os Estados Unidos em 17 de junho, que supostamente deveria abrir um ciclo de negociações de paz, ruiu com a retomada das hostilidades entre ambos os países, em confronto pelo controle do Estreito de Ormuz.

- Esforços diplomáticos -

Em represália, Teerã voltou a atacar nesta segunda-feira seus vizinhos Kuwait e Bahrein, aliados de Washington, ao mesmo tempo em que afirmou continuar suas conversas com os Estados Unidos através de mediadores.

"O aparato diplomático esteve ativo nos últimos dias", declarou o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baqaei, durante uma coletiva de imprensa em Teerã.

O ministro do Interior iraniano, Eskandar Momeni, deve viajar nesta segunda-feira ao Paquistão, um dos mediadores junto com o Catar e Omã, informou à AFP uma fonte do ministério.

O Kuwait informou durante a tarde que enfrenta novos bombardeios do Irã, e a Guarda Revolucionária iraniana anunciou ter atacado bases americanas no Bahrein. Na capital da Jordânia, as sirenes antiaéreas foram ativadas.

- "Proteger o transporte marítimo" -

Essa rota estratégica, por onde transitava antes da guerra um quinto do comércio mundial de hidrocarbonetos, está novamente bloqueada pelo Irã desde a retomada das hostilidades com os Estados Unidos, que voltaram a impor um cerco aos portos iranianos.

Esse bloqueio está impulsionando uma alta nos preços do petróleo, e o barril de Brent do Mar do Norte está cotado em torno de 88 dólares (R$ 447,8).

A agência britânica de segurança marítima UKMTO informou, nesta segunda-feira, que dois navios foram atacados no Golfo, um em frente aos Emirados Árabes Unidos e outro em frente à costa de Omã.

Na noite de domingo, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, instou a comunidade internacional a se unir a Washington para "proteger o transporte marítimo" nessa passagem.

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B.Lee--PI