Philadelphia Independent - Indignação na França após descoberta de um cadáver no caso de menina desaparecida

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Indignação na França após descoberta de um cadáver no caso de menina desaparecida
Indignação na França após descoberta de um cadáver no caso de menina desaparecida / foto: Matthieu RONDEL - AFP

Indignação na França após descoberta de um cadáver no caso de menina desaparecida

Uma onda de indignação tomou conta da França após vir à tona que o principal suspeito pelo desaparecimento de uma menina de 11 anos havia sido acusado repetidas vezes de abusar sexualmente de menores sem que medidas fossem tomadas.

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Um cadáver foi encontrado nesta quinta-feira (4) e a identificação formal dos restos mortais está em andamento, informou à AFP uma fonte próxima ao caso.

Dezenas de policiais e voluntários passaram dias vasculhando a zona rural do sudoeste do país em busca de Lyhanna, que desapareceu na sexta-feira perto de Fleurence, uma cidade do departamento de Gers.

A menina foi vista pela última vez entrando no carro de um homem.

Um homem de 41 anos, pai de dois filhos, foi detido como principal suspeito. Após lhe serem mostradas imagens de câmeras de segurança, ele admitiu ter dado carona à menina, mas insistiu que a deixou em uma piscina.

A promotora Clemence Meyer indicou na quarta-feira que já existiam denúncias anteriores contra ele, o que desencadeou uma indignação nacional devido às supostas falhas do sistema judicial.

Em dezembro de 2017, uma mãe denunciou que sua filha, de 17 anos, mantinha um relacionamento com esse homem. O caso foi arquivado em 2018 depois que a jovem afirmou que havia consentido.

Em janeiro de 2022, uma denúncia o acusava de ter estuprado uma menina menor de 15 anos em 2020, em sua residência, no sudoeste da França.

O caso foi encaminhado ao promotor local, mas acabou arquivado em 2024 por falta de provas.

Em agosto de 2025, a mãe de uma menor nascida em 2014 apresentou uma denúncia por estupros cometidos "entre setembro de 2024 e maio de 2025 na residência" do suspeito, segundo Meyer.

A denúncia foi encaminhada ao Ministério Público local, que em janeiro ordenou à polícia a abertura de uma investigação. No entanto, o suspeito ainda não havia sido interrogado quando Lyhanna desapareceu.

"O que estamos descobrindo dia após dia é absolutamente insuportável. Isso levanta uma questão mais profunda: que importância damos aos depoimentos das vítimas? Como as investigações são conduzidas?", declarou a porta-voz do governo, Maud Bregeon, ao canal CNews e à rádio Europe 1.

O ministro do Interior, Laurent Nunez, informou na quarta-feira ao Parlamento que havia solicitado ao Ministério da Justiça uma investigação sobre a condução dos casos.

"Todos nós estamos consternados com essa falha que, na minha opinião, evidencia nossa má organização", declarou, por sua vez, o ministro da Justiça, Gérald Darmanin.

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K.Thompson--PI