Philadelphia Independent - Enviado de Trump quer que Itália substitua Irã na Copa do Mundo de 2026

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Enviado de Trump quer que Itália substitua Irã na Copa do Mundo de 2026
Enviado de Trump quer que Itália substitua Irã na Copa do Mundo de 2026 / foto: Oliver Bunic - AFP

Enviado de Trump quer que Itália substitua Irã na Copa do Mundo de 2026

Um enviado especial dos Estados Unidos solicitou que a Fifa substitua o Irã pela Itália na Copa do Mundo da América do Norte de 2026, informou o Financial Times, visto que a guerra em curso lança dúvidas sobre a participação da seleção iraniana no maior torneio de futebol do mundo.

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Paolo Zampolli, enviado especial do governo dos EUA para Negócios Globais, confirmou ao jornal britânico que sugeriu essa possibilidade ao presidente Donald Trump e ao presidente da Fifa, Gianni Infantino.

Este último afirmou recentemente que o Irã participaria do torneio, que será sediado conjuntamente pelos Estados Unidos, Canadá e México, de 11 de junho a 19 de julho.

"Confirmo que sugeri a Trump e a Infantino que a Itália substitua o Irã na Copa do Mundo. Sou italiano de nascimento e seria um sonho ver a 'Azzurra' em um torneio sediado pelos Estados Unidos. Com quatro títulos, eles têm o pedigree para justificar sua inclusão", disse Zampolli.

Em 2022, após o fracasso da 'Nazionale' em se classificar para a Copa do Mundo do Catar, Zampolli sugeriu que a Fifa desclassificasse o Irã — citando a violência da repressão policial no país — e reintegrasse a Itália. Ele não obteve sucesso.

Ao ser questionada pela AFP, a entidade máxima do futebol mundial remeteu a declarações recentes feitas por Gianni Infantino, abstendo-se de fazer novos comentários.

"As partidas serão disputadas onde está previsto que sejam disputadas, de acordo com o sorteio", disse o chefe do futebol mundial à AFP em março.

"O Irã tem que vir. Eles representam seu povo, se classificaram e os jogadores querem jogar", afirmou ele posteriormente, em meados de abril, durante uma conferência econômica organizada pelo canal de televisão CNBC em Washington.

- Reatar laços -

A ideia de Zampolli faz parte de um esforço para restabelecer os laços entre Trump e Giorgia Meloni, depois que a primeira-ministra italiana se distanciou do líder norte-americano devido aos seus ataques direcionados ao Papa Leão XIV em relação à guerra no Irã, conforme noticiou o Financial Times.

A embaixada do Irã em Roma respondeu afirmando que a proposta demonstrava a "falência moral" dos Estados Unidos e que a Itália não precisava de "privilégios políticos" para provar sua grandeza no futebol.

A Itália conquistou a Copa do Mundo quatro vezes (1934, 1938, 1982 e 2006), mas ficou de fora do torneio pela terceira vez consecutiva após perder uma disputa de pênaltis para a Bósnia e Herzegovina na rodada final da repescagem europeia das Eliminatórias.

No início do conflito no Oriente Médio, desencadeado pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, o Irã mencionou um "boicote" à competição, antes de solicitar à Fifa a transferência de seus jogos dos Estados Unidos para o México.

O regulamento da Fifa confere à organização a autoridade exclusiva para determinar as medidas a serem tomadas caso uma seleção - neste caso, o Irã - desista.

A seleção iraniana tem três jogos agendados pelo Grupo G: em Los Angeles contra a Nova Zelândia (16 de junho) e a Bélgica (21 de junho), e depois em Seattle contra o Egito (27 de junho).

Espera-se que sua base de treinamento seja em Tucson, no Arizona.

Infantino é muito próximo de Trump, uma relação que tem gerado algumas críticas.

O presidente da Fifa expressou sua esperança de que haja uma "situação pacífica" no Oriente Médio.

L.Martinez--PI