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Somalilândia nega ter planejado acolher palestinos ou uma base israelense
Somalilândia nega ter planejado acolher palestinos ou uma base israelense / foto: Farhan Aleli - AFP

Somalilândia nega ter planejado acolher palestinos ou uma base israelense

A região separatista da Somalilândia negou, nesta quinta-feira (1º), que tenha planejado receber palestinos ou uma base militar israelense no Golfo de Áden em troca do reconhecimento de sua independência por parte de Israel.

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O governo israelense anunciou, na semana passada, seu reconhecimento oficial desta região, sendo o primeiro país em aceitá-la como Estado independente que se separou da Somália em 1991.

O presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, afirmou na quarta-feira ao canal do Catar Al Jazeera, com base em relatórios dos serviços de inteligência, que a Somalilândia havia aceitado três condições impostas por Israel: a realocação de palestinos, a instalação de uma base militar no Golfo de Áden e a adesão aos Acordos de Abraão para normalizar suas relações com o Estado israelense.

O Ministério das Relações Exteriores da Somalilândia negou as duas primeiras condições nesta quinta-feira.

"O Governo da República da Somalilândia rejeita categoricamente as falsas acusações do presidente da Somália sobre a realocação de palestinos ou o estabelecimento de bases militares na Somalilândia", afirmou em um comunicado publicado no X, qualificando o acordo como "puramente diplomático".

"Estas acusações infundadas têm como objetivo enganar a comunidade internacional e minar os avanços diplomáticos da Somalilândia", acrescentou a chancelaria.

No entanto, analistas consideram que uma aliança com esta região separatista é especialmente vantajosa para Israel devido à sua posição estratégica no estreito de Bab al-Mandeb, próximo aos rebeldes huthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, que realizaram numerosos ataques contra Israel desde o início da guerra em Gaza.

A Somalilândia proclamou unilateralmente sua independência em 1991, no momento em que a República da Somália mergulhava no caos após a queda do regime militar do autocrata Siad Barre.

Sua localização geográfica, em uma das rotas comerciais mais movimentadas do mundo — que liga o oceano Índico ao canal de Suez —, tornou-a um parceiro-chave para países da região e de outras partes do mundo.

M.Martin--PI