Philadelphia Independent - Órgão de controle não vê crime em obras do Fed, como Trump insinuou

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Órgão de controle não vê crime em obras do Fed, como Trump insinuou
Órgão de controle não vê crime em obras do Fed, como Trump insinuou / foto: Kent NISHIMURA - AFP

Órgão de controle não vê crime em obras do Fed, como Trump insinuou

O órgão de controle do Federal Reserve (Fed, banco central americano) não encontrou motivos para tomar medidas penais contra a reforma na sede da instituição em Washington, segundo um relatório publicado nesta quarta-feira (30).

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O presidente americano, Donald Trump, tinha considerado suspeito o aumento no valor do preço das obras e apoiou a abertura de uma investigação judicial contra o ex-presidente do banco central Jerome Powell, a quem queria destituir.

"Em nenhum momento, durante nossa avaliação, encontramos motivos razoáveis para acreditar que havia ocorrido uma violação da lei penal federal que exigisse um encaminhamento ao procurador-geral dos Estados Unidos", afirmou o Escritório do Inspetor-Geral (OIG) do Fed no documento publicado online.

A atuação do OIG, um serviço independente, tinha sido solicitada pelo próprio Powell em julho de 2025, quando ele já enfrentava críticas constantes por parte do chefe de Estado.

Trump o criticava por não reduzir as taxas de juros para estimular a atividade econômica, tentava afastá-lo do cargo e havia começado a questionar sua probidade.

Em abril, o Departamento de Justiça arquivou uma investigação criminal sobre superfaturamento contra Powell. As acusações foram retiradas depois que um senador do próprio Partido Republicano de Trump se recusou a confirmar o sucessor escolhido pelo presidente para o cargo de Powell caso a investigação criminal não fosse encerrada.

A procuradora americana Jeanine Pirro declarou, então, que acataria as conclusões do OIG. A investigação concentrou-se em um importante projeto de reforma do prédio da sede do Fed em Washington, cujos custos estimados aumentaram de 1,3 bilhão de dólares em fevereiro de 2020 (R$ 5,8 bilhões, na cotação da época) para 2,4 bilhões de dólares em dezembro de 2024 (R$ 14,8 bilhões em valores de então).

O OIG informou que sua investigação detectou deficiências na gestão do projeto de reformo, mas "não identificou erros administrativos".

C.Turner--PI