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Soldado dos EUA acusado de apostar sobre queda de Maduro com informação confidencial

Soldado dos EUA acusado de apostar sobre queda de Maduro com informação confidencial

Um soldado americano foi acusado de fraude e outros crimes após suspeitas de que ganhou mais de 400.000 dólares em uma plataforma on-line, ao apostar na queda do líder deposto venezuelano Nicolás Maduro com informação confidencial, anunciou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos na quinta-feira (23).

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Gannon Ken Van Dyke, militar de 38 anos, é acusado de usar informação confidencial sobre a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela no mercado de previsões Polymarket, indicou o departamento em comunicado.

O Exército americano realizou ataques em Caracas no dia 3 de janeiro, capturou Maduro e sua esposa Cilia Flores e os levou para Nova York, onde enfrentam acusações de narcotráfico.

Lotado na base militar de Fort Bragg, no estado da Carolina do Norte, Van Dyke "participou do planejamento e da execução" da operação para capturar Maduro, segundo o Departamento de Justiça.

De acordo com a denúncia, o militar enfrenta uma acusação de fraude eletrônica, uma acusação de transação monetária ilegal e três adicionais por violar a Lei de Intercâmbio de Produtos Básicos. Se for condenado, pode pegar a sentença máxima de 50 anos de prisão.

"Ele tinha acesso a informação delicada, confidencial e classificada sobre a operação", indicou a administração de Donald Trump.

Desde o início de dezembro, o soldado supostamente investiu cerca de 33 mil dólares em 13 apostas relacionadas com a intervenção americana em Caracas.

"No total, acredita-se que ele obteve um lucro de aproximadamente 409.881 dólares", indicou o departamento.

"Nossos homens e mulheres militares recebem informação classificada para cumprirem sua missão [...] e estão proibidos de utilizar essa informação altamente sensível para obter benefícios econômicos pessoais", declarou o procurador-geral interino Todd Blanche.

No início deste ano, seis contas na plataforma Polymarket ganharam 1,2 milhão de dólares após apostarem que os Estados Unidos atacariam o Irã em 28 de fevereiro, o dia em que começou a guerra no Oriente Médio.

Até agora, não ocorreram prisões relacionadas com essas apostas, e tampouco há provas que relacionem o presidente Trump, ou funcionários da Casa Branca, com essas transações.

"Infelizmente, o mundo inteiro se transformou em uma espécie de cassino (...) na Europa e em toda parte estão fazendo essas coisas de apostas", disse Trump à imprensa na quinta-feira, antes de acrescentar: "Nunca fui muito a favor disso".

Desde o início do segundo mandato do republicano, congressistas democratas acusam Trump e sua família de conflitos de interesse.

"A família Trump ganhou quatro bilhões de dólares graças à presidência", escreveu na quinta-feira o senador Bernie Sanders na rede social X.

J.Wilson--PI